sábado, 31 de outubro de 2009
Selvageria e Retrocesso: Estudante é agredida em SP por usar minissaia!!!
Aos gritos de “Puta! Puta!”, a aluna era perseguida. Alguns gritavam, outros escalavam as paredes para espiar a estudante pela janela da sala onde ela teve de se trancar. Celulares nas mãos, muitos fotografavam e filmavam a cena. O material, evidentemente, foi parar na rede. Os vídeos publicados no YouTube atingiram dezenas de milhares de acessos.
Da sala de aula, a jovem só saiu escoltada pela Polícia Militar, que foi chamada para conter o tumulto. Para conseguir ir embora, teve de vestir um jaleco. Barbárie é pouco.
Segundo a reportagem do site G1, a PM teria informado que a jovem “foi à faculdade ‘em trajes inapropriados’”. Já a universidade disse que vai abrir sindicância para apurar o ocorrido.
Em nota, a instituição diz que “Alunos, professores, seguranças e também a aluna estão sendo ouvidos individualmente pela universidade, que pretende aplicar medidas disciplinares aos causadores do tumulto, conforme o seu regimento interno, respeitando-se o contraditório e a ampla defesa”. Será que o “traje inapropriado” será considerado um atenuante nesse caso?
Sim, é violência!
Como bichos, os alunos foram saindo das salas de aula e cercando a estudante. As ofensas morais, os gritos de “puta” e “vagabunda” foram descendo de nível – se é que isso é imaginável – até chegar a ameaças de estupro. Estudantes que presenciaram a cena dizem que os bárbaros também gritavam que iam “comer” a jovem.
A universidade diz, na mesma nota, que isso não ocorreu, porque “ não houve qualquer contato físico nem perseguição à aluna. O que houve foram manifestações verbais de caráter ofensivo”. O que aconteceu foi o que, então, se não perseguição? E olhar para uma garota e dizer “eu vou te comer” não é ameaça de estupro?
É deprimente, ao assistir aos vídeos, ver que não eram só homens que perseguiam a aluna. Muitas estudantes mulheres compunham a horda de bárbaros. Essas mesmas mulheres já devem ter ouvido coisas semelhantes em algum momento da vida. São vítimas da própria opressão que reproduziram neste episódio.
O que é apropriado?
As mesmas pessoas que condenaram o estilo de vestir da estudante, que o classificaram como “inapropriado” ou roupa de “puta” não se levantam contra a mercantilização da mulher. A transformação da mulher em mercadoria se dá todos os dias na mídia, em mulheres seminuas, mulheres-frutas e outras aberrações criadas pela sociedade para ter mais um produto à venda.
O comportamento destes estudantes não é apenas antiquado. Isso seria o menos pior. É, principalmente, expressão do mais vil preconceito. É a decadência da sociedade capitalista exposta em sua forma mais grotesca.
O apropriado num caso como este seria a punição exemplar aos selvagens que criaram o tumulto, que ofenderam e violentaram – mesmo que verbalmente – a jovem. Mas parece que a punida será ela. É possível que a estudante nunca mais use seu vestido curto, que as revistas e a televisão tanto disseram que estava na moda. É possível que não vá mais às aulas por constrangimento (até ontem, ela não havia voltado à Uniban). É possível que carregue esta história como um trauma.
Também somos vítimas todas as mulheres, inclusive as que legitimaram a violência no episódio da Uniban. Nem mesmo a punição específica neste caso é capaz de apagar a hipocrisia da sociedade.
O fato é que enquanto não se coibir a propagação impune da ideologia do preconceito e enquanto mulheres continuarem sendo vendidas e expostas como pedaços de carne num açougue, os homens vão se sentir no direito de possuí-las, de comprá-las. Afinal, o capitalismo precisa disso para sobreviver. E precisa também da divisão entre homens e mulheres, para que eles não se unam e não se voltem contra o próprio sistema. Se isso acontecesse, aí sim poderíamos vislumbrar um outro tipo de sociedade com homens e mulheres não animalizados como os que vimos na Uniban.
(Texto escrito por Luciana Cardoso do Opinião Socialista)
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O DCE-UFRA repudia a atitude dos estudantes que hostilizaram a moça, somos contra toda e qualquer tipo de opressão!
terça-feira, 13 de outubro de 2009
terça-feira, 16 de junho de 2009
A Criação da ANEL como novo instrumento de lutas dos Estudantes!
domingo, 3 de maio de 2009
Congresso Nacional de Estudantes

Nas ruas, na Ufra, quem disse que sumiu?
O movimento estudantil brasileiro, por diversas vezes, provou ser protagonista de muitas mobilizações sociais que mudaram a história do nosso país. Seja se enfrentando contra projetos e políticas que iam de encontro aos interesses da população brasileira, seja gritando nas ruas o seu projeto de sociedade.
Episódios como o enfrentamento contra o Acordo MEC-USAID, reforma educacional proposta pelo governo norte-americano durante o período ditatorial no Brasil; ou a Campanha do Petróleo é Nosso, lutando pela soberania nacional em conjunto com os trabalhadores; ou, ainda, episódios mais recentes, como o Fora Collor, ainda estão marcados na memória do povo brasileiro.
Desde então, fazia muito tempo que o movimento estudantil e sua luta não eram capa dos principais jornais e noticiários de TV. Mas essa realidade mudou. Após 51 dias de luta incessante contra o projeto de José Serra, governador do Estado de São Paulo, os estudantes da USP voltaram a estampar todos os jornais e revistas. Com uma ocupação de reitoria, os estudantes da USP não só derrotaram os decretos do governador, como também espalharam por todo o país um método de luta que iria pôr em cheque o REUNI, projeto carro-chefe do governo Lula para a educação, fazer ressurgir com força o movimento estudantil em diversas universidades privadas e colocar pra fora reitores corruptos.

Em 2008, uma crise econômica mundial que surgiu nos EUA, centro do capitalismo mundial, começa a mostrar seus efeitos devastadores no Brasil. Nesse momento, milhares e milhares de trabalhadores perderam, de uma hora para outra, seus empregos. Outros milhares estão sujeitos a perder seus direitos historicamente conquistados e a reduzir seus salários.
O governo Lula, anunciou que o turbilhão da crise econômica ia chegar aqui apenas como uma marolinha. Não é o que parece. Infelizmente, até esse momento, o governo Lula priorizou medidas que vão em socorro daqueles que são os verdadeiros culpados por essa crise. Por isso, já destinou cerca de R$ 160 bi para os banqueiros e, até agora, nenhuma medida para os trabalhadores nesse mar de insegurança. Para salvar banqueiros e grandes empresários, o governo vai tentar jogar a crise sobre as costas dos trabalhadores e da juventude. É preciso organizar a resistência para enfrentar novos e mais duros ataques nesse momento. Com esse objetivo, estudantes de todo o país já começam a se organizar para construir um grande Congresso Nacional dos Estudantes, que possa atrair estudantes de todo o país e unificar as lutas do movimento estudantil. É hora de voltar a fazer história, a exemplo de tantos outros estudantes lutadores que não baixaram a cabeça frente aos ataques dos governos e dos empresários e banqueiros capitalistas.
Venha conosco construir essa alternativa!
Os dois bagés Ok! Agora é RU!
O DCE-UFRA, nos bastidores da reuniao de conselho do dia 22 de abril, conversou com o Reitor Prof. SUEO sobre a questão do aumento no numero de estudantes e, consequentemente, a super-lotação do bagé que já andava lotado. Com isso muitos estudantes acabavam chegando atrasado em suas aulas por nao caber mais ninguém no bagé. Pois bem, no mesmo instante o prof. conversou com o chefe de garagem que ajustou os horários de viagens para manter dois bagés rodando nos horários de pico dentro da Ufra. Agora surge outro problema... os onibus para práticas no interior...e por isso exigimos 2 BAGÉS NOVOS! 1 BAGÉ PARA VIAGENS INTER-ESTADUAIS!
Agora é o RU!
E mais uma consequencia do REUNI, o restaurante que atendia 400 refeições por dia agora não suporta mais. A demanda da comunidade pelo restaurante é muito superior a essas 400 refeições diárias. O RU garante que os estudantes possam se manter dentro da universidade pelo periodo da tarde afim de estudar na biblioteca, ir ao estágio...enfim, as diversas atividades acadêmicas de nossa categoria. E agora com essa expansão sem qualidade sofremos mais um das dezenas de efeitos negativos, algo em torno de 100 estudantes ficam sem almoçar todos os dias. Por isso, marcou-se uma reunião com Reitor para que sejam tomadas providências diante do referido problema. Portanto comunidade, na segunda dia 4 de Maio haverá reuniao às 2 da tarde. Vamos lá para exigir nossos direitos!
terça-feira, 28 de abril de 2009
A discussão na Ufra sobre Vestibular Unificado Nacional - Novo ENEM
A Universidade Federal Rural da Amazônia discutiu, nesta quinta-feira dia 23 de Abril de 2009, sua participação ou não no novo ENEM. A pauta inicia com o repasse do Reitor em Exercicio Prof. SUEO NUMAZAWA, sobre a reunião da ANDIFES que tratou de tal tema. Na discussão dentro do Conselho Superior Universitário, que é composto paritariamente por discentes, técnicos administrativos e professores, definiu por adiar o ingresso da instituição no novo modelo de seleção dos estudantes ao ingresso na Universidade de forma unânime.
A categoria estudantil argumentou que esse novo critério de seleção acaba prejudicando basicamente as universidades de regiões menos favorecidas, como o Norte do Brasil, pois os eixos temáticos das disciplinas das três séries do Ensino Médio são diferentes em relação ao Sul-Sudeste do país. E como a prova provavelmente será elaborada por professores deste mesmo eixo, as matérias mais abordadas na prova serão diferentes, em relação a abordagem feita no Norte do país.
Em relação a regionalidade, os estudantes colocam que em uma prova unificada nacionalmente teremos uma perda de foco na prova quando a questão é a nossa região, a Amazônia. Dentro dos processos seletivos regionais, este é um eixo para elaboração de questões, fazendo com que o candidato demonstre seu nível de conhecimento sobre a dinâmica da sociedade local onde, provavelmente, estará inserido no mercado de trabalho. Então é importante para o candidato e para a instituição a presença de uma visão universal do contexto onde ambos encontram-se inseridos.
Com a proposta de cinco opções de cursos nas universidades participantes do novo ENEM, candidatos das regiões mais favorecidas terão um salto na questão de melhor preparação para a prova devido à infra-estrutura que se dispõe em tais regiões, e os nossos estudantes que sofrem os processos de mazelas sociais vivenciados na região, estarão um-passo-atrás no momento da concorrência. Precisamos valorizar os estudantes locais, priorizando seu ingresso na instituição custeada com recursos vindos para sua região, que por sinal são muito poucos (e não muito diferente da realidade nacional).
Outro ponto que foi argumentado é em relação as cotas, pois em nossa universidade adotamos o critério de proporcionalidade. Este critério divide as vagas em termos percentuais para o numero de inscritos no vestibular que são oriundos de escola publica e de escola particular, por entendermos como mais avançado. E no modelo proposto de ENEM encontram-se muitas dúvidas sobre a manutenção desses critérios particulares de cada instituição de ensino superior.
Dentro das discussões fora colocada pelos estudantes a seguinte reflexão e posterior proposição: “Quem Somos Nós para Definir de que forma um candidato do Ensino Médio entrará na Universidade. A nossa realidade não é esta. Aqui temos professores, servidores e estudantes que já passaram pelo vestibular. Nenhum de nós irá mais atravessar tal processo. Por isso é importante se abrir a discussão para que a comunidade Ufraniana avalie o nosso ingresso ou não e, para além de nossa comunidade Universitária, que os próprios estudantes do Ensino Médio, os principais afetados pela proposta, avaliem e dêem sua parcela de contribuição ao nosso debate interno.”
Esse debate foi travado e defendido pelos representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Ufra – SINTUFRA, por alguns professores e pelos estudantes conselheiros organizados no DCE-Ufra.
O Contra-Argumento
Por parte do professor Paulo Carvalho, ele argumentou a possibilidade da Universidade receber recursos do MEC para a assistência estudantil na Instituição, que é muito débil nessa questão, citando a hipótese do estudante vindo de fora do estado receber uma ajuda de custo de R$ 300. Outro ponto levantado pelo Professor concerne no que diz respeito ao aspecto cultural. Teremos a possibilidade de ter o contato com pessoas de diferentes lugares do país e conseqüente enriquecimento cultural a partir dessas diferentes dinâmicas e costumes.
Percebe-se na discussão que temos vários custos e benefícios, e essa relação tem que ser favorável a nossa universidade. Devemos priorizar neste momento o debate com toda a comunidade, tanto interna quanto externa, para que estes decidam sobre tal atitude que pode, provavelmente, mudar o perfil do estudante ingresso na instituição, e cada vez mais excluir aqueles que merecem estar dentro da Universidade Federal Rural da Amazônia.
Jorge Alan Quaresma
Coordenador de Imprensa e Divulgação DCE UFRAquarta-feira, 15 de abril de 2009
Semana do Calouro 2009
Nesta quinta e sexta ocorreram as oficinas da Semana do Calouro. Na quinta as oficinas de Criminalização dos Mov. Sociais e Midia Livre foram canceladas devido a problemas pessoais dos oficineiros. A oficina de Compostagem ocorreu na área do IARA, sendo ministrada pela Erika Kzan (Membro do IARA e DCE-UFRA), trazendo essa alternativa de utilização das sobras e "lixo" organico existente transformando-o em um recurso viável. Na oficina tinham presentes cerca de 35 pessoas dos diversos cursos da Ufra.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Momentos preliminares da Semana do Calouro!
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Organização da Semana do Calouro 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
Depois que os estudantes em protesto não deixaram ocorrer o debate pra reitor sem suas reivindicações de lutas um debate aberto e a volta da paridade ouve uma mobilização pelas 3 entidades que representam as 3 classes da universidade (DCE, SINTUFRA ,ADUFRA) que chamaram um novo CONSUN e se comprometeram a fazer um verdadeiro debate pra reitoria.Hoje(02/03/2009) ocorreu este CONSUN aonde foi debatida a volta da paridade.A formula que foi escolhida no outro CONSUN foi derrubada, umas das reivindicações dos estudantes apoiados pelos servidores, e foi posta em ação a formula que utilizada nas ultimas eleições.
A formula é:
V=(va/vat).0,33+(vs/vst).0,33+(vp/vpt).0,33
va=voto de alunos
vat=universo de alunos votantes(ou seja o numero de alunos que votaram)
vs=voto de servidor
vst=universo de servidores votantes
vp=voto de professores
vpt=universo de professores votantes
