domingo, 3 de maio de 2009

Congresso Nacional de Estudantes


Nas ruas, na Ufra, quem disse que sumiu?



O movimento estudantil brasileiro, por diversas vezes, provou ser protagonista de muitas mobilizações sociais que mudaram a história do nosso país. Seja se enfrentando contra projetos e políticas que iam de encontro aos interesses da população brasileira, seja gritando nas ruas o seu projeto de sociedade.

Episódios como o enfrentamento contra o Acordo MEC-USAID, reforma educacional proposta pelo governo norte-americano durante o período ditatorial no Brasil; ou a Campanha do Petróleo é Nosso, lutando pela soberania nacional em conjunto com os trabalhadores; ou, ainda, episódios mais recentes, como o Fora Collor, ainda estão marcados na memória do povo brasileiro.
Desde então, fazia muito tempo que o movimento estudantil e sua luta não eram capa dos principais jornais e noticiários de TV. Mas essa realidade mudou. Após 51 dias de luta incessante contra o projeto de José Serra, governador do Estado de São Paulo, os estudantes da USP voltaram a estampar todos os jornais e revistas. Com uma ocupação de reitoria, os estudantes da USP não só derrotaram os decretos do governador, como também espalharam por todo o país um método de luta que iria pôr em cheque o REUNI, projeto carro-chefe do governo Lula para a educação, fazer ressurgir com força o movimento estudantil em diversas universidades privadas e colocar pra fora reitores corruptos.

Em 2008, uma crise econômica mundial que surgiu nos EUA, centro do capitalismo mundial, começa a mostrar seus efeitos devastadores no Brasil. Nesse momento, milhares e milhares de trabalhadores perderam, de uma hora para outra, seus empregos. Outros milhares estão sujeitos a perder seus direitos historicamente conquistados e a reduzir seus salários.

O governo Lula, anunciou que o turbilhão da crise econômica ia chegar aqui apenas como uma marolinha. Não é o que parece. Infelizmente, até esse momento, o governo Lula priorizou medidas que vão em socorro daqueles que são os verdadeiros culpados por essa crise. Por isso, já destinou cerca de R$ 160 bi para os banqueiros e, até agora, nenhuma medida para os trabalhadores nesse mar de insegurança. Para salvar banqueiros e grandes empresários, o governo vai tentar jogar a crise sobre as costas dos trabalhadores e da juventude. É preciso organizar a resistência para enfrentar novos e mais duros ataques nesse momento. Com esse objetivo, estudantes de todo o país já começam a se organizar para construir um grande Congresso Nacional dos Estudantes, que possa atrair estudantes de todo o país e unificar as lutas do movimento estudantil. É hora de voltar a fazer história, a exemplo de tantos outros estudantes lutadores que não baixaram a cabeça frente aos ataques dos governos e dos empresários e banqueiros capitalistas.

Venha conosco construir essa alternativa!

Os dois bagés Ok! Agora é RU!

Olá Estudantes!
O DCE-UFRA, nos bastidores da reuniao de conselho do dia 22 de abril, conversou com o Reitor Prof. SUEO sobre a questão do aumento no numero de estudantes e, consequentemente, a super-lotação do bagé que já andava lotado. Com isso muitos estudantes acabavam chegando atrasado em suas aulas por nao caber mais ninguém no bagé. Pois bem, no mesmo instante o prof. conversou com o chefe de garagem que ajustou os horários de viagens para manter dois bagés rodando nos horários de pico dentro da Ufra. Agora surge outro problema... os onibus para práticas no interior...e por isso exigimos 2 BAGÉS NOVOS! 1 BAGÉ PARA VIAGENS INTER-ESTADUAIS!

Agora é o RU!
E mais uma consequencia do REUNI, o restaurante que atendia 400 refeições por dia agora não suporta mais. A demanda da comunidade pelo restaurante é muito superior a essas 400 refeições diárias. O RU garante que os estudantes possam se manter dentro da universidade pelo periodo da tarde afim de estudar na biblioteca, ir ao estágio...enfim, as diversas atividades acadêmicas de nossa categoria. E agora com essa expansão sem qualidade sofremos mais um das dezenas de efeitos negativos, algo em torno de 100 estudantes ficam sem almoçar todos os dias. Por isso, marcou-se uma reunião com Reitor para que sejam tomadas providências diante do referido problema. Portanto comunidade, na segunda dia 4 de Maio haverá reuniao às 2 da tarde. Vamos lá para exigir nossos direitos!